Mostra Audiovisual

    

Confiram os trabalhos selecionados para a Mostra Audiovisual do III Encontro Regional Sul da ABET!

Sessão 1 – exibição + debate: 10h a 12h [presença dos diretores/realizadores das obras]
Sessão 2 – exibição + debate: 14h a 16h [presença dos diretores/realizadores das obras]
Local: auditório Bloco E – Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH)
Data: 25/06/26
Coordenação: Yuri Prado

SESSÃO 1 – MANHÃ

Música Sem Teto | Dir. Jhosana Lima, 18 min., 2024

Sinopse: O projeto Música sem Teto propõe investigar o universo dos músicos de rua e seus protagonistas. O estudo busca compreender as dificuldades enfrentadas por artistas urbanos e analisa a relevância cultural dessas expressões no cotidiano das cidades

Bio: Formado em Técnico em Instrumento Musical pelo IFRS e cursando graduação em música na UFRGS

Construtores de Instrumentos musicais na Índia – Sitarmakers de Miraj | Dir. Adriano Michalovicz, 14 min., 2026

Sinopse: Entre os séculos XVII e XVIII EC, a cidade de Miraj era um importante centro de metalurgia sob o Sultanato de Bijapur e o Império Maratha. Os ferreiros conhecidos como Shikalgars, eram artesãos especializados na forja de espadas e armaduras. Com o domínio britânico em 1818 EC, a demanda por armaria artesanal colapsou. Por volta de 1850 EC, os artesãos passaram a realizar manutenção e produção de instrumentos musicais, convertendo uma classe de armeiros em luthiers, agora conhecidos como sitarmakers

Bio: Mestrado em música (2024) e graduado em musicoterapia (2010) pela Universidade estadual do Paraná (UNESPAR). Estudante de música indiana há 20 anos, estudou com professores brasileiros e indianos. Esteve na Índia 4 vezes para estudo e pesquisa sobre música hindustani, música carnática, festivais musicais e construtores tradicionais de instrumentos. Em 2025, coordenou o projeto “Um Som que Oriente – Laboratório artístico e cultural sobre músicas da Índia”, em parceria com a UNESPAR

Mantènnere: Holding the Sacred Sound | Dir. Diego Pani, 52 min., 2025

Sinopse: Mantènnere: Holding the Sacred Sound explores the cultural and social significance of traditional multipart singing in Santu Lussurgiu, Sardinia, focusing on the transmission of this practice between two generations of singers. The 55-minute documentary follows the Cuncordu ’e su Rosariu, a singing group which has accompanied Holy Week rituals since the 1970s, and Sos Zovanos de Su Rosariu, a younger group gradually assuming this role. Set against the backdrop of the mediatization of traditional music, the film highlights the impact of numerous research campaigns conducted in the village from the 1980s to the present, which have shaped the evolving identity of these musical traditions. Told from the perspective of the Sardinian ethnomusicologist from this village, the film captures the intimate emotional connection to these sacred singing practices. Mantènnere ultimately examines how ritual, music-making, and community are interwoven, questioning how tradition is preserved and transformed in the face of external scholarly and media influences

Bio: Diego Pani is an ethnomusicologist and musician. A Ph.D. candidate in ethnomusicology at Memorial University of Newfoundland, he is a Fulbright Scholar in Residence at the University of New Mexico, teaching audiovisual ethnomusicology, popular music, and Sardinian multipart singing. His research explores traditional singing and mediatization, blending ethnomusicology with audiovisual storytelling. In 2018, he published his first documentary feature, “The Search”. In Sardinia, he serves as an ethnomusicologist liaison for the Istituto Superiore Regionale Etnografico, primarily working on projects focused on Sardinian “tenore” singing and its safeguarding as part of the UNESCO World Intangible Cultural Heritage. He sings in the heavy blues band King Howl and, since 2008, he has been the artistic director of the label Talk About Records

SESSÃO 2 – TARDE

Tekoa Ygua Porã: Caminhando pelas fontes da memória | Dir. Renata Abel e comunidade da aldeia guarani mbya Tekoa Ygua Porã, 24 min., 2023

Sinopse: Entre rios, cachoeiras e nascentes a aldeia guarani mbya tekoa Ygua Porã, o “lugar das lindas águas”, se compõe entre sonhos, cantos, plantios, rezos. Com a força poética das imagens do cotidiano da aldeia e junto ao ressoar dos cantos guarani mbya, o curta metragem passa por narrativas que retraçam a caminhada dos anciões que fundaram a comunidade há mais de 20 anos, Seu Carlito Pereira e Dona Rosa Rodrigues. Essa memória é atualizada também nas falas dos moradores atuais da aldeia, que indicam diversos aspectos que interligam esses fios da memória dos acontecimentos passados com sua vivência atual na comunidade. Nesta composição, passa-se por aspectos cruciais para o viver bem guarani mbya (como o plantio do milho, a mata com rica biodiversidade, a presença alegre das crianças, de les anciães), aspectos que dão base para discutir e perspectivar os tensionamentos entre distintos modos de conceber a relação com a terra e o território: o modo dos guarani mbya e o modo dos não indígenas

Bio: Renata Abel é graduada em Ciências Sociais e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pesquisa que gravita em torno da Etnologia Indígena e Estudos da Tradução, desenvolvida especialmente junto ao povo Guarani Mbya do litoral catarinense. Atua profissionalmente como psicoterapeuta com base na abordagem reichiana, integrando saberes da escuta antropológica com a escuta do corpo e da organização subjetiva

banho de rio-pakakapa unogene | Dir. Gabriel Bicho, 2 min., 2025

Sinopse: todo corpo d’água é sagrado […] rio ulupuwene, nascente do rio xingu, afluente cheio de vida, alimento e riqueza, museu das alegrias, testemunho de memórias, parente vivo do povo wauja, rio agente, cuidador de gentes, jurado à morte pela fico – ferrovia de integração centro-oeste […] religioso rio, ainda vivo, no coração do território indígena do Xingu

Bio: Artista multimídia e curador, amazônida brasileiro nascido em Porto Velho-RO, Centro do Mundo; filho de Circe Estefany e Beato do Rio Cuyari, desde moleque vivendo a Rua Abacateiro; apelidado pelos Wauja do Alto Xingu de Apapaatai; faz arte junto com a vida, caminhando e ouvindo, ponderando sobre futuros possíveis na Amazônia Legal; herdeiro das epistemes da identidade Bera; seu trabalho integra coleções internacionais como Museu Reina Sofía e Acervo Beverly Mitchell, e nacionais como Museu de Arte do Rio, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Indígena Ulupuwene e Museu de Artes Plásticas de Anápolis; suas individuais já ocuparam galerias, salas, ruas, centros culturais e museus por todo o país; premiado no 40° Arte Pará categoria Fomento e no Farofa – Festival de Fotografia; participou da 1ª Bienal das Amazônias e da 57ª Bienal de Veneza, com o projeto Research Pavilion: The Digital Aesthetic in Utopia of Access; assinou curadorias de individuais e coletivas como Foto Única – Festival Photofluxo [RS] e Ocupação Artística Jardim Experimental [SC]; atualmente coordena os projetos Muluca e ISMP

Tape Porã Arandu | Dir. Beatriz Chagas, 25 min., 2023

Sinopse: Karaí Tupã é um xeramoy centenário da etnia Guarani Mbyá, que com sua comunidade, espera o retorno à terra ancestral Tekohá de Araça’í

Bio: Beatriz F. das Chagas Regis é antropóloga e pesquisa a territorialidade e a resistência indígena do povo Guarani Mbyá através da antropologia audiovisual. Faz de seus filmes um caminho possível de acesso a alteridade entre os mundos culturais presentes no território brasileiro. O fazer antropológico e cinematográfico, a imagem em movimento e o som, o real e o imaginado se entrelaçam entre tensões que emergem da arte e da ciência na construção de sua pesquisa e de seus filmes etnográficos. Foi produtora executiva e roteirista do documentário Projeto de Fomento e Preservação da Opy Guarani (2021); produtora cultural e atriz do EP visual Natureza Morta (2021), da banda Uivantes; e produtora cultural, produtora do videoclipe Onhemupuã Imavy (2022) do grupo musical Guarani Djakaira. Estreou na direção com o filme Tape Porã Arandu (2023)

Matizes do Choro em Porto Alegre | Dir. Paloma Palau Valderrama, Prod. Oscar Giovanni Martinez Pena, 28 min., 2024

Sinopse: Matizes do choro em Porto Alegre é um documentário etnomusicológico sobre os sentidos de tocar, escutar e participar do mundo do choro na capital gaúcha. O documentário legendado em espanhol e de acesso livre, contribui com o mapeamento de alguns dos artistas e espaços que criam e promovem essa musicalidade em Porto Alegre e também permite divulgar nacional e internacionalmente as práticas locais de um gênero secular que foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2024

Bio: Paloma Palau Valderrama é doutora em Etnomusicologia/Musicologia pela (UFRGS) e Mestra em Sociologia pela UFPR e Licenciada em Música pela Universidad del Valle, Colômbia. Co-autora do livro Cantos de Violines Caucanos: repertorio para la educación musical de la segunda infancia (2025). Oscar Giovanni Martinez Pena é doutor e mestre em Antropologia Social pela UFRGS (2022); graduação em Engenheira Elétrica pela Universidad del Valle, Colômbia (2002). Ganhador do Premio de Teses da IASPM-AL International Association for the Study of Popular Music – Rama América Latina, 2024